segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Estou de volta!

O concurso foi ontem, e não sei se fui muito bem. Às vezes lutamos muito para algo dar certo e a recompensa não vem. Mas a vida é assim, certo? Cabe a nós não desistir nunca e esperar, pois algum dia o resultado será positivo!
Sempre tirando coisas boas das experiências, confesso que estou aqui falando e falando mas na verdade estou abalada, na pratica as coisas são bem diferentes não é?
Muito obrigada por todas que torceram por mim, é muito bom saber que vocês ainda visitam meu blog!
Um grande beijo!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Estudos

Não estou postando frequentemente, pois está chegando o dia do meu concurso, e estou estudando como uma louca! Depois que viramos mãe começamos a ver a vida de uma forma diferente. Passo noites fazendo contas, e como moro com meus pais estou querendo muito passar nesse concurso para poder ter um cantinho para meu filho e eu. O pai do Mateus trabalha, mas não ganha o suficiente para bancar um Apartamento em Brasília, é tudo muito caro. Então estamos todos torcendo para que de tudo certo, só penso em ter condições para dar o que for necessário ao meu pequeno. O meu concurso é para o STJ(Superior Tribunal de Justiça) não é fácil tem muita concorrência, e confesso que nunca fui de estudar, mas nada que passar por uma situação difícil não resolva, estou estudando muito e acho que estou preparada! Bom é isso, me desejem sorte! Hehe. Boa sorte para todas as mães que de um jeito ou de outro continuam tentando a vida pelos seus amores! Até a próxima!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

os dias...


Fiquei um tempo sem postar, afinal não é nada fácil cuidar de um menino de um ano e três meses, que não para um segundo e ainda ter tempo para estudar. Ultimo post comentei o quanto é difícil a depressão pós-parto, e estou aqui novamente para contar que com apoio de pessoas especiais tudo se torna mais fácil.
Fiquei mais ou menos dois meses com depressão, na medida em que meu filho crescia e se desenvolvia, eu conseguia melhor um pouco a cada dia que passava. Até o dia em que eu não chorava mais sem motivos e já conseguia sorrir aliviada. Ser mãe realmente é muito difícil, mas não tanto quanto as pessoas falam. Claro, perdemos algumas coisas, tempo talvez, mas ganhamos inúmeras. Hoje passo o dia com ele em casa, pois creche em Brasília, é muito caro e como estou morando com meus pais não pretendo dar mais uma despesa, por isso aproveito cada dormida e a madrugada para estudar. E assim segue a vida, adaptando as tarefas ao nosso tempo e ao tempo deles, sem parar um segundo. Não posso negar, é cansativo e as vezes da vontade de jogar tudo para o alto, mas isso dura segundos e depois tudo volta ao normal! Boa sorte a todas! Um grande abraço!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O Pós-parto

Fiquei dois dias no hospital e voltei para casa com meu filho, sentia dores e dificuldade para caminhar, mas nada que não fosse passar em alguns dias.
Minha mãe me ajudou muito, mas quando ficava sozinha com o bebê sentia medo de não conseguir fazer tudo com jeitinho. Tanta responsabilidade, cuidados com banho, com a fralda, com a limpeza de cada área tão pequenina, o jeito de amamentar, a posição correta para cada momento, era de enlouquecer.
Resolvi me informar sobre a depressão pós-parto, procurei em sites, livros e perguntei a médicos. É uma questão não muito abordada, mas que acontece com mais frequência do que imaginamos e que necessita de cuidados. Sentimos uma dor, e uma sensação de incapacidade tão forte que é difícil até de controlar. A minha não foi tão forte quanto alguns que ouvimos falar por aí, não rejeitei meu filho em momento algum, mas sabemos que isso acontece e precisamos dar apoio e oferecer ajuda e não julgar.
Com o tempo, a dor foi passando e as coisas melhorando. Tudo sempre volta ao normal, basta ter paciência.
Um beijo a todos...

Sobre o
assunto:

Depressão pós-parto
Conhecida também como depressão puerperal, é uma instabilidade emocional que surge nas primeiras semanas seguidas ao parto e atinge cerca de 10% das mulheres que deram à luz. Para ser caracterizado um quadro de depressão, os sintomas devem persistir por mais de 15 dias.
Causa
Fatores biológicos, psicológicos e sociais podem desencadear o distúrbio, entre eles:
▪ histórico de problemas emocionais ou depressão antes ou durante a gestação; isolamento social e/ou familiar; falta de apoio da família e amigos; sentimentos de perda de liberdade; ausência do marido ou nenhuma colaboração do companheiro; problemas financeiros; perfeccionismo e vontade de resolver tudo sozinha sem pedir ajuda.
Principais sinais e sintomas
A depressão pós-parto provoca tristeza profunda, insônia, perda de apetite, excesso ou ausência de cuidados com o bebê, dificuldade em tomar decisões, choro frequente, perda de memória, sentimento de culpa ou sensação de impotência. Há situações em que a mãe precisa dividir as tarefas de cuidar do bebê com outras pessoas até a sua recuperação.
Tratamento
O tratamento é feito com terapia psicológica e, dependendo a gravidade, é necessário o uso de medicamentos, somente com indicação médica devido aos cuidados em relação à lactação.

SITE: http://www.unimed.com.br/pctr/index.jsp?cd_canal=34393&cd_secao=34367&doenca=36680
(Site muito interessante com matérias ótimas)
Fonte: Livro “A saúde de nossos filhos”, do Hospital Israelita Albert Einstein.

quarta-feira, 30 de julho de 2008


Aquela noite foi tranquila, fiquei um tempo na observação e logo fui para o quarto. Assim que cheguei levaram o Mateus e me orientaram a amamentar naquele momento. Ele ficou do meu ladinho a noite toda, dormiu muito bem, toda vez que ele ameaçava começar a chorar bastava um carinho e ele dormia novamente.
O segundo dia começou cedo, acordei com as enfermeiras e a médica, tinham que fazer alguns exames. Estava tudo bem com ele, já eu estava sentindo dor, não conseguia me movimentar muito, ainda bem que tinha sempre alguém por perto para dar uma forcinha com fralda, e cuidados do tipo.
A segunda noite foi muito difícil, Mateus não queria dormir minha mãe ficou com ele a noite toda de um lado para o outro, pois eu não conseguia levantar ainda. Saber que ela tinha que trabalhar no dia seguinte, e ver a aparência de sono, fez com que eu sentisse uma angustia e um sentimento de culpa, não sei certo explicar o que, apenas um sentimento estranho e uma vontade incontrolável de chorar. Eu não sabia ainda, mas aquilo já era os primeiros sinais da depressão pós-parto.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O grande dia.

Como eu havia dito, estavam todos lá, mesmo não tendo certeza nenhuma que seria naquele dia e naquela hora, eles estavam lá. O obstetra pediu no dia anterior, que cuidasse da alimentação mais cedo, pois era para estar ao meio dia no seu consultório, dependendo da situação ele faria ou não o parto. Fiz tudo como o combinado, e ao meio dia cheguei ao consultório, o médico me encaminhou para um quarto no hospital e pediu que ficasse sem ingerir absolutamente nada, pois o parto estava marcado para as seis da tarde. Era para estar nervosa, com medo, mas eu sentia apenas um friozinho na barriga. A tarde passou rápido e logo chegou a hora, parecia cena de cinema eu com aquele barrigão enorme, em uma maca com todos me dando a mão e desejando boa sorte. Escolhi minha mãe para estar comigo no momento, acho que o pai do bebê não conseguiria assistir calmamente uma cena dessas. Em questão de minutos comecei a sentir algo diferente, estava na hora, escutei algumas frases, e logo ouvi o choro do meu filho.
Depois de algum tempo ele voltou todo limpinho, um rostinho perfeito, bem do jeitinho que imaginava. Todo aquele tempo de espera e cuidados, foi recompensado. Meu filho era o mais lindo da maternidade!

sexta-feira, 18 de julho de 2008


Ainda não estava preparada para encarar os fatos, em alguns meses eu seria mãe e precisava aceitar a idéia. Recebi muitas críticas, dizendo que eu não estava agindo certo que estava sendo imatura, e extremamente irresponsável. Eu já sentia um grande carinho pelo bebê que estava comigo, tinha todos os cuidados com a gestação, e sentia os medos que toda mãe sente. O que eles não conseguiam entender era a grande insegurança, o medo de não conseguir, e de não ser capaz de dar ao meu filho o que toda criança deve ter. Eu estava com 18 anos, estudando, sem trabalho e sem qualquer experiência. Seria uma boa mãe?
Não demonstrava todo amor que já sentia por receio, mas não conseguia esconder o prazer enorme de preparar cada cantinho para sua chegada.
Enfim o ultimo mês, a barriga estava enorme, e a ansiedade maior ainda. Todos já sabiam, tentar esconder fez a notícia espalhar-se rapidamente. No hospital, a família e os amigos estavam presentes, recebi muito carinho, e o mais surpreendente, foi o ato um pouco tímido da minha sogra, dizendo que me amava. Foi então que descobri, meu filho estava trazendo com ele muita luz, união, amor e felicidade para nossas vidas.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Apoio de todos.


A reação do pai, foi parecida com a minha, ficamos em choque, e no começo não queríamos aceitar a idéia de que seríamos pais. Dois jovens que não sabiam direito nem o que queriam para a própria vida, tendo que decidir a vida de um terceiro. Era tarde demais para querer voltar atrás, então resolvi contar aos meus pais. Recebi o apoio dos dois e das minhas amigas mais próximas, porém a avó e o avô paterno, não faziam idéia do que estava por vir.
Os meses foram passando, a barriga foi crescendo, e nós dois escondíamos cada vez mais a realidade para todos em nossa volta. Não sentia mais vontade de sair de casa, não queria encontrar ninguém. Estava inchada, preocupada com o meu futuro e o do menino que estava chegando. Passava noites em claro fazendo contas, e planejando um futuro razoavelmente bom.
Quando completei seis meses de gestação, o pai do bebê contou aos avós, que até então não desconfiavam de nada. Descobri mais duas pessoas ao meu lado, querendo o meu bem e o do meu filho. Tudo estava melhorando, no começo pensei que o pai não aceitaria, que os pais dele não entenderiam, e que meus pais me expulsariam de casa. Mas para minha surpresa, eles foram incrivelmente compreensívos.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Um começo nada comum.

Tudo começou em um laboratório, para um exame de rotina. Parecia ser algo comum, o exame pronto, e uma noticia que fez eu perder o chão. Você esta grávida! Não! Impossível, isso não iria acontecer comigo. Sem perder tempo, o médico informou, naquele mesmo instante, que já estava no quarto mês de gestação, era um menino, e já dava para escutar o coração. Um momento! Como assim? Isso parecia loucura, afinal eu teria percebido. Onde estavam os atrasos, os enjôos e as tonturas? Mistério não solucionado. Nada calma, após receber os parabéns de todos os funcionários da clínica, e sair com a ultra-sonografia do bebe nas mãos, fui dar a noticia ao pai. Acabou tudo bem, nos dois juntos, abraçados, sem saber o que fazer, nem o que pensar.